14/02/2008

Jequitibá

Escrevi uma poesia sem asas,
Para ver se esqueço um pouco de voar.
Uma poesia encravada na terra,
De raiz profunda,
Escrevi um jequitibá.

Nunca escrevi uma árvore,
E árvores não sei desenhar,
Também nunca fui uma
Ainda não aprendi a enraizar.

Cansei do sem fim do céu,
Agora escrevo sobre o que posso tocar,
Não vou mais me perder em versos alados,
Quero uma sombra pra descansar.


Fabi.

10 comentários:

Léo disse...

Está todo mundo numa vertente "natureza"... acho ótimo. gostei muito do poema. essa idéia de "versos enraizados" me soa tão bonita quanto os versos alados.

Vitor disse...

nossa, lindo! gostei também dos versos enraizados, pra não se ater aos versos alados, muito legal... identificação telúrica que quero desenvolver em mim... lindo de novo! =)

Bic disse...

Maravilhosamente serenado este espírito alado neste corpo enraizado em breve espaço de tempo e lugar!
Lindo lindo lindo porque o passarinho mora sempre lá, juntinho dela, entre o céu e a terra!

Pequena disse...

Lindo, lindo, lindo Fabi!!
O tema, o ritmo e o final. Simplesmente fantástico.
Saudades de vc e do grupo. Pelo que vi o último encontro foi animado. Fiquei triste de não poder participar, cheguei super tarde naquele dia...
Assim que tiver um tempo posto alguma coisa nova por aqui.
Bjs a todos,
Bárbara

Nexo Grupal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Teatro em transe disse...

Parabéns! Belo poema!
Bj!
Adeilton

Ciro disse...

Apesar da sua nova política de amargura e pé no chão (tô brincando, viu?), você conseguiu alçar um dos seus vôos mais interessantes. Lindo poema.

Fabi disse...

kkkkkkkkkk

Sue disse...

cansou do céu sem fim... não tem problema, tem muito espaço pra baixo.

mateus trabelo disse...

sempre volto nesse poema para lê-lo, mas nunca havia deixado um comentário. QUE MARAVILHA!!!