23/07/2008

Minha poesia anda sem formas,
Vaga num mundo cinematográfico,
(talvez eu esteja assistindo filmes demais)
Minha poesia anda perdida
Numa cinecittà fictícia,
Tentando recuperar uma bicicleta.
Por enquanto só escuto o barulho das ondas,
O apelo perdeu-se no vento...
Minha poesia passeia por Paris,
E depois volta aos meus olhos,
E fica assim, parada.
Uma lágrima indecisa,
Que já não pode voltar atrás...

4 comentários:

Anônimo disse...

Gostei, muito bom. Parece Quintana. Um abraço, eiliko

Ciro disse...

Achei muito simpática. Mas estamos escrevendo demais sobre o próprio ato de escrever! Devemos estar mesmo perdendo a inspiração, como o próprio poema parece apontar... hehe

Anônimo disse...

porra ciro, a busca do autoquestionamento, como o próprio nome aponta, é indiviadual. Cada um seu momento. O problema é que escrever sobre o ato de escrever (da forma que for) é bem difícil e sempre soa meio frouxo. Mas não é o caso da fabi. Acho que é o meu, no poema que agora vou publicar. abs

menezes

Anônimo disse...

fabi, agora sim vc está no ponto certo para fazer poesia.
"eu quero e aqui nasce...
o verso, solto, como um bicho!"

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