26/06/2008

Didentro

e se quem sabe a árvore poliniza nossas existências,
e mostra fecunda uns caminhos?
árvore que voa ao redor das nossas escolhas
vaga na nuvem dispersa dos lados internos,
que repletos,
jogam passos,
e esquivas.


e se quem sabe a noite que orvalha nosso sonho,
acalenta pingo-prisma na nossa mão?
pousa em pluma no coração e na mente,
leveza e dureza,
sob o mesmo tendão.


Vitor Aratanha

3 comentários:

Anônimo disse...

A árvore do início do poema e o tendão no final, que abriga "leveza e dureza" ao mesmo tempo, compõe juntos uma formulação bela e sintética.
Vi uma relação, talvez complementar, com outro poema seu, "entranhar-se".
Um grande abraço, eiliko

Ciro disse...

o vapor (nuvem) interno é um vapor barato. mas basta para polinizar as escolhas, ilusões, movimentos internos...

gostei. está um pouco errante, um pouco psicodélico. poema fugidio, como são os lados internos...

Fabi disse...

Essa frase Leveza e dureza sobre o mesmo tendão é maravilhosa.
A poesia toda é muito boa!
Parabéns moço.
Bjos