29/05/2008

O Risco

Juliano Flávio

Risco, ríspido traço,
Ultrapassa o passo
Forja o perdido

Risco, que arrisco
a passar pro outro lado

Bifurca o lápis
E o papel

Há risco, digo
Aquilo que não sei
Aquilo que serei?
Não sei,
Arrisco.

8 comentários:

mateus trabelo disse...

esses dias o pessoal veio com o papo que o Juliano fez esse poema durante um encontro do Nexo. que, enquanto o pessoal tava jogando conversa fora e tomando umas biritas, ele foi pr'um canto, com papel e lápis, e fez essa maravilha.
ele pode ter enganado todo mundo com esse gogó, menos a mim!
vai Juliano, confessa logo que cê ficou meses escrevendo esse primor, decorou-o, e depois fez essa cena no encontro como se o tivesse escrito na hora. larga de malandragem Jubs.

Léo T. disse...

gostei muito do tema e ficou uma estrutura muito que fecha muito bem a idéia do poema. Eu também arrisco. Bifurcar a página é a meta. Muito bom, sr. Juliano Flávio.
:-)

Léo T. disse...

"ficou uma estrutura muito que fecha muito bem a idéia do poema"
não, não e não. aprenda a escrever, tavares. vamos lá:

ficou uma estrutura que fecha muito bem a idéia do poema.

pronto.

:-)

Fabi disse...

Adoro o tema. Adoro a contrução.
E Mateus, eu tava lá!! Ele escreveu na hora mesmo!
Juliano Flávio tem dessas coisas,hehehe.
Continue arriscando, nessa poesia vc acertou em cheio.

Juliano Flávio disse...

Pô pessoal, valeu... O Mateus tem razão, mas na verdade comecei a fazer esse poema em novembro 1971.

Ciro disse...

Um clássico instantâneo. Bonito de ver um momento como esse acontecer.

Juliano Flávio disse...

Pessoal, já que estamos em família. O Vítor fez uma colocação interessante, para que eu mude uma palavra deste poema: mudar o arrisco por Há risco. Acho uma contribuição interessante e dessa forma resolvi mudar. Valeu Vítor.

Anônimo disse...

Que posso dizer deste poema? Já virou até música, cantada, inclusive, magistralmente por nosso Arnaldo Antunes de Minas Gerais, eheh. Falando sério agora: o poema é curto, mas contém exatamente o que precisa conter. O risco é uma constante em nossas vidas. Costumo dizer que o erro é um sentimento sincero e apaixonado, mas não deixa de ser um erro. Mas só podemos errar se arriscarmos (ou riscarmos) alguma coisa.
Continue assim, rapá!

menezes