11/11/2010

Estivadora

Passo as noites no ofício de dividir as quinquilharias que acumulei na vida entre os quartos que já foram meus. As gavetas de dezenas de porta-jóias, as portas dos armários, tudo transborda meu vazio. Um vazio que é preciso manter em ORDEM, sob o risco do vazio desabar no abismo.
Ao fundo, uma daquelas musiquinhas irritantes que saem do porta-jóias enquanto a bailarina dança - linda, alienada, morta.

4 comentários:

Léo Tavares disse...

a mi me gusta mucho! especialmente quando vc termina com uma imagem como esta da bailarina de porta-jóias. aqui vc não foge ao seu universo (minúcias femininas, materiais e subjetivas) mas ele está muito melhor trabalhado, e a atmosfera funciona muito bem quando o assunto é o vazio e os pequenos objetos que vc relaciona a ele.

Léo Tavares disse...

Ninguém mais posta nada aqui, nem comenta, nem agiliza encontro... Já fomos mais produtivos...

Raíssa Abreu disse...

Viva!

Naty Kammer disse...

Comecei bem!!! Consegui lhe encontrar moça!
Obrigada por prestigiar minha exposição!

Kammer